Nunes Marques reage a reportagem do Metrópoles: "Maldade Pura"
Ministro afirma que reportagem apresenta uma narrativa sem relação com o processo julgado pelo STF e contesta tentativa de associá-lo ao Banco Master.
O ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, reagiu à reportagem publicada pelo site Metrópoles envolvendo seu nome e relações atribuídas ao Banco Master. Em conversa com o portal Pauta Judicial, o magistrado classificou o conteúdo como “pura maldade” e criticou o que considera uma abordagem sem responsabilidade jornalística.

Segundo Nunes Marques, a reportagem estabelece uma associação que não corresponde aos fatos relacionados ao processo analisado pelo Supremo. O ministro afirmou que o contrato mencionado na publicação está relacionado a uma causa no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ressaltou que o processo julgado pelo STF não tinha participação do Banco Master nem de fundos ligados à instituição.
Nunes Marques também contestou a existência de qualquer suposta “turma” ligada ao seu nome, como sugerido na narrativa publicada. Para o ministro, a reportagem mistura fatos e circunstâncias distintas e acaba construindo uma interpretação que, em sua avaliação, não encontra respaldo na realidade processual.
“É pura maldade”, afirmou o ministro ao comentar o conteúdo. Nunes Marques disse ainda que, embora tenha vindo da advocacia antes de ingressar na magistratura, sempre exerceu suas funções judiciais pautado pela responsabilidade e pela lisura.
Trajetória na magistratura
Ao rebater as acusações, Nunes Marques também fez referência à sua trajetória profissional. Natural de Teresina, o ministro construiu carreira inicialmente na advocacia e posteriormente na magistratura. De acordo com o TSE, atuou como advogado nas áreas cível, trabalhista e tributária por 17 anos, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) e desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), onde chegou à vice-presidência.
Em 2020, assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Em 2023, passou a integrar efetivamente o Tribunal Superior Eleitoral e, em maio de 2026, assumiu a Presidência da Corte Eleitoral, responsável pela condução das Eleições Gerais de 2026.
A trajetória institucional do ministro é registrada oficialmente pelo STF e pelo TSE, que destacam sua passagem pela advocacia, pelo TRE-PI, pelo TRF-1, pelo Supremo e pela Justiça Eleitoral.
Nunes Marques afirmou ao Pauta Judicial que mantém a consciência tranquila diante das acusações e que ataques dessa natureza não atingem sua dignidade pessoal nem sua condição de magistrado.
Para o ministro, a publicação representa uma tentativa de criar uma narrativa a partir de elementos que, segundo sua avaliação, não possuem relação direta entre si. Ele reiterou que o processo julgado pelo STF mencionado em sua manifestação não envolvia o Banco Master ou fundos ligados à instituição.
“Estou com o tribunal da consciência em paz”, afirmou Nunes Marques, acrescentando que pessoas públicas também estão sujeitas a ataques e interpretações que considera injustas.
A controvérsia, portanto, coloca de um lado as informações e interpretações apresentadas pelas reportagens e, de outro, a contestação direta do ministro, que nega relação entre sua atuação jurisdicional e interesses do Banco Master e rejeita a narrativa construída em torno dos fatos.
Fonte: REDAÇÃO

Ministro afirma que reportagem apresenta uma narrativa sem relação com o processo julgado pelo STF e contesta tentativa de associá-lo ao Banco Master.

A operação faz parte das ações desenvolvidas pelas forças de segurança para combater o tráfico de drogas e a criminalidade na capital.

Revisões para o Enem reúnem estudantes da rede estadual em Uruçuí e Floriano nesta quinta (17) e sexta (18). A atividade será transmitida ao vivo pelo Canal Educação, no YouTube.