TCE reprova as contas de Firmino Filho e Kleber Montezuma
O Tribunal de Contas do Estado do Piauí emitiu um parecer para a reprovação das Contas de Governo do município Teresina referentes ao exercício de 2016.
O relator do processo é o conselheiro, Joaquim Kennedy Nogueira Barros, que apontou várias irregularidades na Educação, como descumprimento do mínimo com manutenção e desenvolvimento de ensino, uso irregular dos recursos oriundos dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), entre outras.
Foto: Pauta Judicial/Telsirio Alencar
TCE-PI Tribunal de Contas do Estado do Piauí
O relatório apontou ainda irregularidades no atraso do envio de peças, despesa com pessoal acima do limite prudencial, irregularidades no portal de transparência e débito com a Eletrobrás. Foi constatado um déficit financeiro no valor de R$ 436.732.986,75, no Balanço Orçamentário/2016. O TCE-PI apurou que não há qualquer superávit de arrecadação em qualquer das receitas do Município. Isso revela a saída de recursos da conta do Fundeb sem a devida comprovação.
O TCE verificou que o prefeito de Teresina, Firmino Filho, e o ex-secretário de Educação e pré-candidato a prefeito da capital, professor Kleber Montezuma, deixaram de aplicar R$100 milhões na Educação de Teresina, que equivale ao percentual minimo de 25% previsto pela Constituição Federal.
Firmino e Kleber ainda podem recorrer, mas, caso a decisão persista eles ficam inelegíveis, a não ser que a Câmara de Vereadores derrube a decisão por votação superior a 2/3.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e refletem o avanço da política de identificação civil no estado.
A operação foi realizada em cumprimento a uma requisição do Ministério Público do Estado do Piauí, que apurava denúncia sobre o funcionamento irregular .